Os sonhos são aliados para o autoconhecimento. Muitos têm medos deles, outros querem jogar no bicho ou loteria depois de um.

 

Várias ideias, outros livros e gurus tentam decifrar sonhos. Cada um com teorias e suposições. Inspiração, premonições e profecias.

 

Mas o que são eles ? Será que podem nos ajudar em nossos desafios ?

 

Na área da psicologia um dos primeiros a estudar os sonhos foi o austríaco Carlos Jung, em seu livro “A Interpretação dos Sonhos” descreve “…dentro de cada um de nós há um outro que não conhecemos. Ele fala conosco por meio dos sonhos.”

 

O pai da psicologia analítica dizia que “ os sonhos estão relacionados com a etapa da vida e com o processo de individuação de quem sonha”.

 

Neste processo está a arquiteta Mayara Amboni, 27 anos, cansada de sonhar tanto, partiu em busca de soluções e foi atrás, literalmente, dos seus sonhos deu uma guinada na vida e montou um canal no youtube para contar suas experiências.

 

Não quer ser famosa, nem expert no assunto, somente quer se autoconhecer e ajudar quem está disposto a isso.

 

Numa noite quente de dezembro de 2016, Mayara acordou lembrando do sonho nos mínimos detalhes. Menina grávida com uma foice. Passava por um período que gostaria de mudar.

 

Lá foi ela na busca por respostas, comprou livros, leu muito e descobriu Carl Jung, um alento para suas angustias e seus sonhos. Para ela “os sonhos ensinam sobre liberdade”.

 

Começou a pintar e mudar sua perspectiva da vida.

 

 

 

 

 

Sonhos renegados

 

Muitas nações têm relação mais estreita com os sonhos. Séculos que o homem tem fascínio pelo sonho, mas depois da Idade Média, o homem não pode mais ser ajudado pelo sonho de uma maneira criativa e premonitório. O ser humano deixou de lado os sonhos. Não eram mais importantes. Isso, para muitos estudiosos, deixou uma lacuna para ler o mundo e nós mesmos, e colocou mais dúvidas no indivíduo.

 

A psicóloga junguiana Laura Villares “temos percepções as vezes muitos fechadas, os sonhos nos ajudam a ver outros pontos de vistas, ou perspectivas de conteúdos, outras vezes emoções. Ele prepara a gente para a vida”, descreve.

 

Ao sonhar você se olha no espelho, ele faz um prognóstico, uma atitude que está nascendo, por exemplo.

 

A dica é  escreva seus sonhos e observe seu dia. Reflita sobre  o sonho durante o decorrer da semana. Um delicado processo que ajuda no autoconhecimento.

 

 

Índios adoram sonhar

 

 

Os índios costumam compartilhar os sonhos, onde transformam uma experiência única e individual, em narrativas acessíveis a todos os membros de uma coletividade.

 

Conforme a tribo, os sonhos se destacam como uma das diferentes maneiras de transmissão de ideias, tradições e de conhecimento.

Os guaranis costumam pedir respostas para as suas perguntas. Suas decisões e até cantorias são baseadas em experiências oníricas.

 

Para eles, a alma traz alguma informação sobre os caminhos que percorreu.

 

Os guaranis entendem que o corpo e a alma devem estar preparados para o sono, que precisa ser confortável e tranquilo, de preferência sem barulhos e interrupções.

 

Depois, ao acordar devem refletir sobre o sonho que tiveram, e prestar atenção a tudo, nos mínimos detalhes. Num grande círculo eles contam para a tribo, e o pajé faz as interpretações com ajuda de todos.

 

 

Bons sonhos, não tenha medo deles. Eles são seu inconsciente escrevendo para você.