A região de Itaquera é uma das mais populosas da cidade de São Paulo. Nos finais de semana, o pessoal gosta de juntar os amigos, rir e fazer churrasco debaixo da árvore no parque do Carmo.

Lugar enorme cheio de verde e de gente. Dentro tem um bosque de Cerejeiras, espécie típica do Japão, árvores plantadas para homenagear os agricultores imigrantes asiáticos que povoaram os bairros ao redor, a partir de 1908.

Espaço para apreciar a natureza, chamado hanami pelos japoneses. Também dá para escutar funk e vários outros sons.

São espaços separados, onde quem procura fazer aquele rolê com a família, ou simplesmente ficar em silêncio, consegue.

A florada das cerejeiras costuma durar poucas semanas do mês de agosto.

Neste período é realizada uma festa pela comunidade japonesa e chinesa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O julgamento e a hipocrisia andam de mãos dadas e abraçados. No centro de São Paulo, uma casa comprada por uma mulher no século 18, virou um museu da cidade, com objetos dos bandeirantes, e nada da história da Marquesa de Santos, a Domitila saí frustrada. Porque não contar a história desta mulher ?

 

Uma mulher em 1818 pediu o divórcio, levou duas facadas do marido numa praça pública. Caso único e raro. Saiu de casa e levou dois filhos. Deu um basta.

 

Pertencendo a alta sociedade paulistana numa noite de 1822 participou de uma festa, onde estava o imperador Dom Pedro I (pai do personagem do Selton Mello, na novela global Nos Tempos do Imperador) estava na cidade para proclamar a Independência do Brasil, mas antes festejou muito.

 

Ao lado do pai, João de Castro Canto, a Domitila de Castro solicitou ao chefe maior do país, que intercedesse para conseguir o divórcio.
Troca de olhares, risinhos e gracejos, Dom Pedro a ajudou e acabou de amores pela recém-conhecida.

 

Dias depois subiu num burrico, no quadro está num cavalo, mas os historiadores dizem que não foi bem assim, proclamou a República do Brasil, ao lado do rio Ipiranga e se mandou para o Rio de Janeiro. Durante meses, trocou cartas quentes com a paulista, que a chama de Titila e ele assina as correspondências como Fogo Foguinho.

 

Longe da sua amada, a saudade apertou, mandou fazer uma casa no Rio para ela, e por lá, Domitila ficou sete anos, tornando-se a amante oficial do rei.

 

Virou a Marquesa de Santos, levou este status, só de birra que Dom Pedro tinha com o seu ministro direto, o José Bonifácio, pois ele detestava Titila, era de Santos.

 

Dom Pedro mandou ele embora para Portugal e assumiu de vez a Domitila, sendo casado com a Leopoldina. Mandou construir um palácio, para a amada no bairro carioca de São Cristóvão, hoje guarda objetos antigos da realeza e da Marquesa.
Dom Pedro I tinha vida dupla, quádrupla, era bem famoso por isso.

 

Leopoldina morreu e deu um maior bafafá, a amante foi mandada embora. Era o ano de 1829, foram sete anos de romance quente. Cinco filhos.

 

Anos depois que chegou em São Paulo, ela comprou um sobrado em 1834, do lado da igreja dos jesuítas, no centro histórico, onde São Paulo surgiu, região conhecida como pátio do Colégio.

 

Ali fez muita festa, organizou bailes e descobriu um novo amor, casou com um militar e fazendeiro por 24 anos, seis filhos e ficou nesta região até sua morte em 1867, já viúva.

 

Abrigou estudante de Direito, fez caridade e doou muito dinheiro. Nunca mais ouviu falar de Dom Pedro I.

 

Está enterrada no cemitério da Consolação, seu túmulo costuma ganhar flores de anônimos. Maioria de mulheres que solicitam encontrar um amor, depois de passar por relacionamentos incômodos.

 

História de mulheres sofrem censura. Tem que ser uma personagem “supostamente” ideal pela sociedade patriarcal para ter a sua história contada.

 

Só uma placa, apenas isso, na porta, da casa que foi de Domitila no centro de São Paulo, lembra quem foi a dona.